QTC! Suas definições e finalidades | Seja Radioamador

QTC! Suas definições e finalidades

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Segundo o código “Q”, o grupo de letra QTC significa “mensagens a serem transmitidas por um radioamador e de interesse de terceiro”

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Constituindo-se de uma das atividades do operador da estação amadora, entretanto não havendo obrigatoriedade em fazê-lo, apesar de muitos leigos e mesmo radioamadores acharem que É UMA OBRIGAÇÃO, como se o operador fosse “fazer rádio” única e exclusivamente para atender aos pedidos de QTC’s.

A legislação em vigor que rege o serviço de radioamador proíbe mensagem de QTC que tenham cunho politico, comercial, racial e outros que possam ferir as leis do pais, porem tolera as mensagens quando o assunto das mesmas for inofensivo e inconsequente, e havendo impossibilidade de que ela seja transmitida por outro meio como e e-mail, WhatsApp, SMS telegrama, carta ou quando esses serviços não existam ou estejam com suas funcionalidades interrompidas por vários fatores.

Em nossos dias, quando o brasil caminha lado a lado com os outro países mais adiantados no setor das modernas comunicações mundiais, o QTC praticamente perdeu a sua razão de ser, salvo nos casos citados acima, ou nas emergências e situações de caráter urgente.

As categorias são as seguintes : EMERGÊNCIA : que envolve a segurança de vida humana ,pedidos de medicamentos urgentes , trasporte de enfermos graves ou acidentados ,vitimas de acidentes aéreos, marítimos ,rodoviários e outros; epidemias calamidades publicas,etc.

URGÊNCIA: Noticias de falecimento, de enfermos e todos outros assuntos permitidos no gênero pela legislação, os quais precisam chegar rapidamente ao conhecimento das pessoas a que esse destinam. É bem verdade que nenhum radioamador se recusa a “estourar” um QRC mas nenhum deles tem essa obrigação, friso bem isso pois no mar, todas embarcações são obrigadas a ajudar as outras em panes mecânicas, elétricas, incêndio, nautografia, etc, é obrigatório ajudar podendo ser punido seriamente e responsabilizado.

Muitos querem se divertir, fazer DX, contestes e não estão interessado nem são obrigados a passar um QTC solicitado, que isso fique bem claro!

Lembro que em minha época e de muitos tínhamos o Canal 19 que ficava no Sumaré, - montanha localizada dentro do maciço da floresta da tijuca – uma base da policia militar foi instalada lá no alto do morro, como na época não havia telefone celular, quase tudo era QTC, informávamos placas de veículos roubados e de lá se chamava a “Maré Zero” – Central dos Batalhões da PMERJ – E de lá a PM assumia e passava o QTC para as viaturas. Normalmente era bem fácil de pegar, pois íamos monitorando o tempo todo, isso ficou muito ativo na banda de 11m – faixa do cidadão – eramos verdadeiros guardiões dos bairros, tudo era QTC. Lembro uma certa vez de andar de carro com uma lista grande de placas de carros roubados na época de 1980, o telefone também era uma escarces, estão se vice e estivesse na rua, pneu furou, não ia pode chegar no trabalho a tempo, já passava um QTC, um amigo já ligava para seu trabalho informando que era um radioamador e tinha uma informação importante, que fulano de tal não iria chegar a tempo pois aconteceu algo, pronto, já estava resolvido, foi muito útil nessa época, muitos passaram por isso.

Para tais finalidades existem rodadas onde faziam presentes, colegas que apreciavam o “estouro” de QTC, fazendo mesmo questão de atender certos pedidos.

A verdade é que apesar da finalidade que une os radioamadores, a maioria é estranha entre si, muitos não se conhecem pessoalmente, portanto o mais correto era, ou é, procurar uma rodada para passar o QTC ou procurar uma frequência livre e fazer o chamado para a cidade que necessita e se for atendido, por um radioamador local, pedir que faça o telefonema ou contato com o tal interesse.

Em todo meu tempo no meio do radio, tenho diversas histórias com QTC, certa vez um amigo viajou para casa de uma americana que um outro amigo conheceu na Bahia, e ela veio conhecer o Rio de Janeiro, ficando na casa desse amigo, então tínhamos um contato nos estados unidos, ajudamos ela aqui do jeito que carioca faz, levamos a praia, cachoeiras, trilhas nas floresta passando pela Mesa do Imperador, vista chinesa, Cristo Redentor, escalando a Pedra do Pão de Açúcar, na época você ganhava a decida grátis de bondinho, então esse amigo foi para a casa dela em São Francisco, no bairro Bercley. Eu falei que iria achar ela nos Estados Unidos, ele duvidou, eu tinha uma direcional de 4 elementos em um prédio de 18 andares, no final de uma rua que era ladeira e um Delta 500, apontei o meu Rotomatic, apontei para os Estados Unidos e chamei por São Francisco com QTC, um colega do Texas me atendeu mas eu não pedi para ele ligar, pois eu ia achar alguém mais próximo, no segundo dia eu chamei QTC para São Francisco, uma voz bem tímida me respondeu, não me recordo o indicativo, mas eu perguntei se realmente estava em São Francisco, me respondeu que sim, perguntei se ele poderia fazer uma chamada telefônica para Bercley, ele respondeu que estava em Bercley, OPA! NA MOSCA! Ele ligou, nossa amiga atendeu, meu amigo tinha se preparado para dormir no sofá, ela falou ao telefone com ele através de um Phone Patch, muito conhecido a época como “Maricota”, meu amigo conseguiu conversar com ela perfeitamente, já que naquela época a propagação em 10 metros era uma maravilha.

Hoje em dia com as novas tecnologias essas ações foram ficando cada vez menos utilizadas devido novas formas de contatos, mas lembre, sempre teremos essa carta na manga, os satélites estão sempre sendo bombardeados por partículas vindo do espaço e o lixo lá em cima está muito grande, mas esse é um assunto para um outro tópico.

Fico por aqui, Tony, PY1AX GG87QB – Saquarema - RJ

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